domingo, 11 de maio de 2014

Review: Everything I Do, Nothing Seems to Turn Out Right


A um episódio da season finale, é óbvio que tudo vai ser à volta da saída de Cristina do hospital. Também Leah está completamente encaminhada para sair, só falta Ross, que também irá deixar a série.
Primeiro acerca de Leah, Webber contou-lhe a difícil verdade de que ela nunca será uma cirurgiã, que está muito atrasada em relação aos colegas e que deveria pensar em outra carreira na medicina, na investigação, por exemplo. Eu sei que ninguém gosta da Leah, mas eu gosto. E tive pena por ela, por ter de desistir daquilo que quer ser.
Agora falemos da iminente saída de Cristina. Aquele hospital vai ter saudades dela e ela certamente também, mas convenhamos, aquele hospital talvez seja "pequeno" demais para a "grandeza" que Yang sempre quis atingir. Não estou a dizer que não é bom o suficiente para ela, mas que ela sempre sonhou muito alto e que a carreira sempre foi 'o' amor da vida dela, embora por várias alturas ela própria se tenha esquecido disso. Só vai custar muito ver ela e Meredith separarem-se. O Owen é que já anda para ali carente, todo lamechas que vai sentir a falta dela e lá se beijaram. A sério, give me a break e deixem-se disso.
Hum, quem também tem uma proposta para ir embora é Derek. O Presidente quer que ele vá para DC e também arranja um lugar para a Meredith lá num hospital e blá blá blá. A proposta é bastante irresistível e Derek também é um tipo ambicioso, mas não estou a ver a série ter muita lógica com eles deslocados de Seattle e a renovação já foi garantida... Vamos lá ver. Eu preferia que ficassem, e a julgar pela reacção da Mer, ela também. E parece-me que Caterine Scorsone ainda se vai juntar ao elenco. Era tão fixe :D
A Dr.ª Bailey assumiu perante os pais do "Bubble Boy" que lhe tinha dado o tratamento que eles rejeitaram e apesar de o miúdo ter ficado totalmente bom, o pai queria processar a médica. Um perfeito disparate, uma vez que ela salvou o puto. Já ia haver confusão com processos e tudo, Stephanie deu uma de heroína em prol do "bem maior" assumindo as culpas, blá blá blá e no fim ficou tudo bem. Óptimo, porque se a Bailey fosse processada ainda dava de novo em doida, coisa para a qual não tenho paciência e que, consequentemente, daria comigo em doida também :P Mas desta vez eu até estava mesmo do lado de Bailey.
O Alex decidiu armar-se em parvo e o calduço que a Arizona lhe deu foi bem mandado. Vai ali para o hospital "roubar" pacientes e armar-se em cowboy e depois põe-se a lamentar que lá na clínica se não consegue pacientes não faz entrar dinheiro e mais não sei quê. Pois, mas ele não hesitou em aceitar o trabalho, mesmo sabendo que provavelmente aquilo não tinha nada a ver com o que ele queria da vida. E sim, é claro que o dinheiro é importante e ajuda em muita coisa, mas não é tudo. E se ele não gostar do trabalho, então não vale a pena.
Estranhamente, não achei a April e o Jackson muito irritantes neste episódio :P Até os achei engraçadinhos, com a história toda da gravidez... E tive pena da April, que a Callie estava quase a matá-la. A minha Callie é tão awesome. Preparem-se, agora é o momento em que eu me vou chatear a sério.
Really, Shonda? Really? Stop torturing me. And my girls -.- Eu sabia que a Callie ia receber notícias terríveis e o meu palpite é que teria a ver com o facto de não poder engravidar e, guess what, I was right -.- Eu já tinha dito que achava cedo para elas estarem já a ter outro bebé, mas como é óbvio, também já estava cheia de sentimentos fofinhos sobre o assunto. E a Shonda estraga tudo novamente. A Arizona ofereceu-se para ter o bebé e atrevo-me a apostar que ela o teria feito, mas provavelmente apenas porque a Callie não pode. Acho que a Callie também entendeu isso e por isso declinou a oferta e disse que ficavam bem assim. Mas a Callie queria mesmo ter outro bebé! E eu queria mesmo ver a Callie grávida novamente! Eu quero cenas fofinhas para elas e não há forma de isso acontecer. E por amor daquilo que é mais sagrado, a Callie e a Arizona que não andem agora outra vez a discutir por causa de bebés. Já vimos isso e não foi cool da primeira vez. Fica o recado, Shonda -.-

terça-feira, 6 de maio de 2014

The End's Not Near - Capítulo 2


Encontrei a Callie a entregar a ficha de um paciente a uma enfermeira. Ela estava a dar o dia por terminado. Já era de manhã, não houvera tempo para nenhum de nós parar para dormir, nem sequer para descansar. As pessoas tinham visto no hospital um local seguro, mesmo aquelas que não estavam doentes.
Ela sorriu-me com um ar cansado. Doeu-me olhar para ela e pensar no que quase fizera. Fiz um esforço por lhe sorrir também. Queria esperar que chegássemos a casa para falar. Não sabia o que ia dizer, teria que improvisar e até lá pretendia agir como se não se tivesse passado nada. 
- Olá. – Ela chegou-se a mim para me dar um beijo na cara. – Passei a noite a tentar encontrar-te. – Sorriu-me. 
- Desculpa, estive ocupada toda a noite. 
- Eu sei, eu também. – Disse e agarrou a minha mão enquanto saíamos do hospital. – Nem sabes a noite que tive! Houve um acidente com um autocarro mesmo aqui em frente, ficou todo virado ao contrário. O Jackson ia morrendo ao salvar uma menina quando o autocarro explodiu e depois a Kepner passou-se com ele por quase ter morrido. Ela parecia doida, tive de a afastar dele.
- Oh! – Foi tudo o que consegui dizer. Não estava verdadeiramente a prestar atenção. Praticamente não tinha ouvido uma palavra do que a Callie disse.
Ela riu-se. – Ouviste alguma coisa do que eu disse?
- Desculpa, estava distraída. 
- É verdade! Como é que correu a cirurgia?
- Oh, correu bem. Muito bem, na verdade. – Respondi vagamente, com cuidado para não mencionar a Lauren até ter de o fazer. 
- Ainda bem.
Estávamos mesmo a entrar no nosso apartamento. A Callie abriu a porta e entrou à frente. A babysitter estava a dormir no sofá. Ela só deveria ter ficado umas horas com a Sofia à noite, mas com a tempestade e nós presas no hospital tivera de lá ficar. Também ninguém se atreveria a sair à rua com o temporal que estivera. Fui ao quarto da Sofia verificar se ela estava a dormir. Não a via há horas. É claro que ela estava a dormir. Parecia um anjinho perfeito e fiquei a olhar para ela durante um bocadinho. Ouvi a Callie acordar a babysitter, pagar-lhe e oferecer-lhe dinheiro para um táxi. Quando ouvi a rapariga sair, respirei fundo e fui para o quarto ter com a Callie.
- Callie, preciso de falar contigo… - Disse a medo.
- Estou tão cansada, vamos dormir! 
Eu não tinha a certeza de ser capaz de lhe contar se adiássemos a conversa, por isso tinha que lhe dizer naquele momento. Ela virou-se para mim e qualquer coisa na minha expressão lhe deve ter dito que tinha de ser naquela altura e ela assentiu. 
- O que é que aconteceu?
Por onde é que eu ia começar? Dirigi-me para o sofá e a Callie seguiu-me. 
- Arizona, o que é que se passa? Estás a deixar-me preocupada. – Eu notei a ansiedade na voz dela.
Demorei uns segundos a organizar as ideias na minha cabeça. Senti-me tão estúpida. – A Lauren beijou-me. – Eu estava mesmo a sentir-me estúpida, mas a Callie não pareceu ficar zangada nem nada. Talvez eu tivesse de repetir. – Ela beijou-me, mas eu afastei-me e não aconteceu nada. – Por pouco. Não tivesse eu usado todas as minhas forças para me controlar e teria acontecido.
- Oh meu Deus, que tipo de pessoa é que beija uma mulher casada no meio do hospital? 
A minha cara deve ter-me denunciado imediatamente porque eu senti-me gelar e perder a cor e a Callie perguntou: - Vocês não estavam no meio do hospital, pois não?
Eu disse que não com a cabeça. As lágrimas estavam a ameaçar cair. Ela usou apenas uma palavra para me colocar a pergunta seguinte: - Onde?
Eu já estava a maldizer-me por ter sequer falado naquilo. Não tinha acontecido nada, porque é que eu toquei no assunto?
- Numa on-call room. – Eu podia ter dito que a Lauren me tinha perguntado onde é que podia dormir para vigiar o paciente, mas não o fiz, eu sabia as intenções da Lauren, por isso não me ia fazer de inocente.
- Oh meu Deus, o que é que te passou pela cabeça?
Nada. Se tivesse passado, certamente não estaríamos a ter aquela conversa. Ok, estava na altura de eu agir em minha defesa. A Callie olhou para mim, zangada, à espera de uma explicação.
- Ela queria um sítio para passar a noite para monitorizar o paciente… - Tentei soar o mais convincente possível. – Não aconteceu nada, Callie. 
A Callie pegou na almofada dela, levantou-se da cama e foi ao armário buscar um edredão.
- Onde é que vais?
- Para o sofá. 
- Callie?
Ela lançou-me um último olhar zangado antes de fechar a porta e eu fiquei sozinha no nosso quarto. 
Acordei com a vozinha deliciosa da minha bebé a chamar. Levantei-me de imediato, apesar de só ter dormido umas quatro horas. O tempo estava limpo, não havia sinais da tempestade do dia anterior. 
Ao passar para o quarto da Sofia vi a Callie ainda a dormir no sofá, com metade do corpo a pender para fora, numa posição cómica.
A Sofia estava sentada na caminha dela, com um ursinho de peluche na mão.
- Mamã, tenho fome.
Eu ri-me e peguei nela ao colo. – Hum, tens? Então vamos preparar-te o pequeno-almoço. Dormiste bem?
Ela não me prestou grande atenção em particular, estava mais interessada no peluche. Sentei-a na cadeirinha dela enquanto lhe preparava a papa e fui tagarelando, sem muito sucesso em obter respostas. Enquanto a minha filha dedicava as atenções dela ao ursinho, eu não conseguia evitar olhar para a Callie a cada cinco segundos, à espera que acordasse, mas ela tinha o sono pesado. 
A Sofia quis comer a papa pela mão dela e eu preparei qualquer coisa para mim e sentei-me a comer, sem tirar os olhos da Callie. Depois preparei a Sofia, vesti-me e estava pronta para a deixar no infantário.
- Vais voltar para o hospital? - Voltei-me ao som da voz da Callie quando estava a transpor a porta. – Sim, vou levar a Sofia ao infantário. Queres que espere por ti?
- Não. – Ela aproximou-se para dar um beijo à Sofia. – Só vou mais tarde.
- Então vemo-nos no hospital. Até logo.
- Adeus.


Não nos vimos todo o dia no hospital. Ao contrário do dia anterior, este tinha sido relativamente calmo, e fui cedo para casa. A Callie chegou não muito depois de mim e jantámos quase em silêncio total. Eu estava certa que ela podia fulminar-me com o olhar a qualquer momento e por isso concentrei as minhas atenções no prato. 
Estava a pensar se ela iria voltar a dormir no sofá quando ela entrou no nosso quarto e se enfiou na cama em silêncio.
- Já viste o bebé da Meredith e do Derek? É giro! – Talvez tenha sido um bocadinho exagerada no entusiasmo, mas estava apenas a tentar aliviar o ambiente.
- Sim, já vi, é giro.
- Estás zangada?
- O que é que achas? – Resmungou-me.
- Que estás zangada.
- Ora aí tens a tua resposta. – Virou-me as costas e apagou a luz do candeeiro, sem me dar nenhuma hipótese de dizer mais nada.

sexta-feira, 2 de maio de 2014

Review: We Are Never Ever Getting Back Together


 
Hum, dois convidados especiais no episódio desta semana. Uma delas, Caterina Scorsone, eu adoro. De Isaiah Washington, nem por isso. Nunca morri de amores pelo Burke.
 
Amelia apareceu já na semana anterior e quem sabe se é para ficar. Eu sinto-me muito tentada a acreditar que sim. Os indícios vão nesse sentido. Amelia e Derek trabalharam juntos - mais uma data de outros médicos - numa cirurgia de separação de gémeas siamesas e, como sempre, a mais nova das irmãs Shepherd mostrou o seu talento com o bisturi. Tanto que Derek quer recomendar Amelia para ajudar a Callie com o projecto dela. Eu sempre achei que naquela série quem merecia um Harper Avery era a Callie e espero bem que ela um dia ganhe um.
 
Falando em Harper Avery, Cristina também deverá receber um qualquer dia, mas entretanto esteve ocupada a voar para Zurique para dar uma palestra. E adivinhem que aparece aí? Preston Burke. Foi ele o responsável pela ida de Cristina, embora ela não o soubesse. Começou por aliciá-la em ir para lá, blá, blá, blá e já eu estava a pensar: "ele quer a Cristina de volta". E a Cristina já estava como eu e por momentos achei que estava a acontecer outra vez aquela cena de ela se apaixonar pelos mentores (em minha defesa, ela estava com esse olhar), mas não. Burke é casado e pai de filhos e está interessado nela apenas como médica/cientista. Diz ele agora :P Cristina basicamente mandou-o passear até que ele atira uma bomba. Ele quer deixar o trabalho para se dedicar mais à família e basicamente estava a oferecer o hospital à Cristina. Ela ficou parva com a revelação e eu também!
 
What the fuck? A decisão não é revelada, mas não é preciso ser adivinha para perceber. Mas aqui a questão é: aquela é o tipo de proposta que ela não podia aceitar. Mas também é a proposta que ela não pode recusar. Não devia aceitar porque lhe foi feita pelo homem que, tal como a Meredith disse, tirou bocadinhos dela, cuja mãe lhe depilou as sobrancelhas e que a deixou plantada no altar. Mas, quer dizer, ele estava a oferecer-lhe o mundo: um sítio para ela desenvolver a investigação dela, recursos para isso e tudo de que ela precisa para ser a melhor na área dela e onde poderá ser recompensada por isso. E é claro que Cristina aceitará.

Alex já não está a trabalhar no hospital, uma vez que já rumou à clínica. Bolas, foi rápido :P
 
Callie e Arizona andam entusiasmadas a escolher nomes para o bebé - do qual ainda não estão grávidas, mas pronto :P Só que a Callie não gosta dos nomes fofos que a Arizona quer, então a Arizona adoptou a estratégia de escolher nomes horrorosos, tipo Agamémnon. Só que, surprise surprise, a Callie disse que gostava :P Espero que ela esteja só a gozar, porque o nome é péssimo! Porque é que não dão o nome de um Estado americano à criança? :P Sim, a Arizona chama-se assim por causa de um navio de guerra, mas não interessa. Tudo menos Agamémnon!
 
Richard anda a disparatar com Jackson por causa da Fundação Avery. Ele até pode ter razão em algumas coisas, mas às vezes também acho que ele se esquece que já não é o chefe e que há coisas que até mesmo a alguém respeitado como ele fica mal dizer. Até porque ele o faz alto e bom som à frente de todo o hospital e isso é ridículo. Tem alguma coisa a dizer, que o faça a portas fechadas.
 
Ainda com Jackson e com April também, os dois foram assistir à primeira ecografia do bebé. Ao perceber que não tinha sido planeado, a obstetra perguntou se eles queriam abortar, ao que os dois responderam que não. E pronto, basicamente isto foi o mote para cada um deles pensar e parece que as coisas vão ficar bem outra vez. Não que me interesse, mas deve haver para aí um mar de JApril fans.

segunda-feira, 28 de abril de 2014

The End's Not Near - Capítulo 1


Sinopse: E se a Arizona se tivesse afastado quando ela e a Lauren se beijaram? E se as coisas tivessem ficado por ali? Teria ficado tudo bem entre ela e a Callie ou as coisas teriam corrido mal porque era isso que tinha de acontecer?



Não sei o que é que estou a fazer. A Lauren pediu-me para lhe mostrar uma on-call room para monitorizar o paciente, mas estou certa de que o pedido tem um convite implícito e mesmo assim caminho à frente dela para lhe indicar o local. Todo aquele flirt não foi inocente e ela agora vem atrás de mim e eu acho que estou prestes a fazer alguma coisa realmente estúpida.
- É aqui. – Abro a porta. A tempestade parece prestes a deitar a luz abaixo.
Ela olha para mim e eu devolvo-lhe um olhar comprometido. Ouço-a a dizer que aquilo foi muito divertido e sei que ela não se refere só à cirurgia. Também não me refiro apenas a isso quando lhe digo que tenho pena que tenha acabado e a Lauren diz que pode ser que se proporcione voltar. E eu sei que esta é a altura em que tenho que me despedir ou alguma coisa vai correr terrivelmente mal, mas não me consigo afastar. Há algo nela que me prende.
Nesse momento, o meu pager toca e eu sou despertada para a realidade. Não preciso de o verificar para saber que é a Callie. Não a vi toda a noite, tenho a certeza de que está só a tentar encontrar-me.
A Lauren continua a olhar para mim e eu aproximo-me um pouco e estendo-lhe a mão, profissionalmente, mas ela aproxima-se mais e puxa-me para um abraço. Ok, suponho que não faça mal nenhum. Nesse momento a luz apaga-se definitivamente e ela beija-me . Durante uns segundos bloqueio, mas depois afasto-me.
- Oh meu Deus, eu não posso! – Eu sei que não posso e não o vou fazer. Tenho no bolso da bata a razão para não o poder fazer. Não posso, mas isso não quer dizer que não o queira terrivelmente. A luz volta e sinto-me aliviada por isso. A Lauren olha para mim, como se adivinhasse que a quero, como se adivinhasse que eu quero que ela me deseje e dirijo-me para a porta, sob o olhar surpreso dela por me estar a afastar.
- É-te permitido perder o controlo.
Aquelas palavras têm um efeito brutal em mim, mas abano a cabeça e fujo. Fujo. Não estou a sair dali, estou a fugir. Vou disparada pelo corredor fora. Não sei para onde vou, mas sinto que tenho de me esconder porque posso começar a chorar a qualquer momento. Escolho outra on-call room vazia, longe da Lauren, e sento-me na ponta de uma das camas. O que é que eu ia fazer? De repente lembro-me de que há pacientes a precisarem de mim, que o Alex deve estar assoberbado com os pais de todos eles, que estamos com pessoal a menos e que tenho de me despachar. Isso vai permitir-me abstrair-me, pelo menos durante um bocado antes de ter de voltar a lidar comigo própria.
Voltei à ala pediátrica onde as coisas, tal como eu calculava, estavam um caos. Assumi o controlo e dei ordens ao Alex e à Wilson. Depois, quando eu estava finalmente abstraída com o trabalho, a Lauren apareceu, mas mandei o Alex lidar com ela. Ele olhou para mim de forma estranha, encolheu os ombros e trocou algumas palavras com ela. Suponho que indicações do que fazer. Eu senti os olhos dela crivados nas minhas costas e tentei não pensar nisso, mas era-me impossível. Foi-o durante as duas horas seguintes em que trabalhámos na mesma sala, até que finalmente as coisas acalmaram. Ela foi-se embora sem dizer uma palavra e eu respirei de alívio por aquilo ter acabado. E ao mesmo tempo senti-me assustada.
Estava na altura de procurar a Callie. Tinha de falar com ela. Tinha de lhe contar. 

sexta-feira, 25 de abril de 2014

Review: Change of Heart


Há uma série de questões importantes a ocorrer neste episódio. No rescaldo da não-vitória de Cristina, esta desaparece durante algum tempo e Meredith e Owen não fazem ideia de onde ela se meteu. Isto até ela chegar ao hospital no preciso momento em que a família dos miúdos com problemas cardíacos precisa dela. Os miúdos parecem dominós, sempre a adoecer ao mesmo tempo. Há umas confusões à volta do transplante e a escolha que nenhum pai devia fazer é delegada em Cristina. Um dos miúdos morre, a mãe fica devastada (a audiência - eu - fico triste) e Cristina parece quase comovida. Aqui vemos o quanto ela cresceu como médica e podemos dar razão às palavras de Ross: "Ela é cirurgiã, preocupa-se mais com os pacientes do que com um prémio". E acredito realmente que sim.

Ainda à volta do Harper Avery Award, aquilo estava condenado ao fracasso. Sendo a Harper Avery Foundation co-proprietária do Grey-Sloan Memorial Hospital, Cristina nunca poderia ter ganho. Teria parecido 'favoritismo'. Ok, consigo perceber isso. Também consigo perceber que a nomeação por si só seja uma honra, mas come on! É justo que a pessoa mais votada, a que tinha de longe mais motivos para vencer não ganhe apenas para não parecer favorecida? Não me parece.

A questão que Cristina colocou a Owen quase no final do episódio: "What's the point? What's the point of everything? será apenas resultado de um grande e complicado dia? Ou será precisamente o mote para a saída de Cristina daquele hospital, onde ela nunca poderá vencer os prémios que merece?

As coisas entre Richard, que ia pedir Catherine em casamento, também não correram bem, depois de ela o ter acusado de só ter ido ter com ela a Boston para tirar satisfações a propósito de Cristina não ter ganho.

Agora, os McDreamy. Meredith estava furiosa com os Avery em geral e eles que fugissem dela. Foi a forma de 'vingar' Cristina e tudo bem, foi divertido. Amelia!!!!!!!!!!!!!!!! Que bom voltar a ver Amelia Shepherd! O namorado dela de Private Practice pediu-a em casamento e ela veio até Seattle descobrir, pelo exemplo do irmão, se a vida de casada e com filhos se adequaria a ela. Hum, mas Zola e Bailey devem ter sido o cabo dos trabalhos e Amelia estava completamente devastada ao final do dia.

Alex finalmente ganhou to..., hum, coragem, para contar a Arizona que ia deixar o hospital. Não gostei nada do raio da cena passada no avião, traz-me péssimas recordações. Quero a Arizona longe de aviões! Mas tal como eu previa, desta vez Arizona não ficou fora dela por Alex se querer ir embora. Ficou triste por o ver ir, mas contente por ele estar a fazer o melhor para ele.

Eu bem disse que a April podia ficar em casa das minhas meninas, desde que NÃO atrapalhasse. Mas já está a atrapalhar! Estavam elas muito sossegadinhas no quarto a planear a gravidez e os meses que cada uma ia tirar de licença de maternidade e a April foi para lá dar palpites. Valeu a pronta resposta da Callie, mais um momento a fazer-me rir, ao dizer-lhe: "Get out of my vagina". A sério, a Callie gosta muito de dizer a palavra vagina ou é impressão minha? Lembrei-me logo do "my extra special vagina vote" da sétima temporada :P

Bailey continua a tentar arranjar uma solução para o 'bubble boy', que não apresenta melhorias. Cheira-me que isto não vai correr muito bem...

Termino com a April e o Jackson. Eu percebo que a questão das crenças de cada um seja complicada e é o tipo de coisa que dificilmente envolve cedências. Cada um acredita no que acredita, mas não podem simplesmente respeitar a opinião de cada um e viver assim? Meh, não é tão fácil quanto isso, concordo. Só que também não acho que seja razão para se mostrarem prontos a condenar a relação. Por mim tudo bem, isso até podia ser o tema da season finale e a Callie e a Arizona serem deixadas em paz uma vez na vida, mas pronto... Eles deviam ter pensado nisso antes de se precipitarem num casamento. E mais, April está grávida. A sério que isto era giro para o drama no final da temporada. Sim, eu ofereço qualquer personagem de bandeja para ser torturada por Shonda Rhimes se isso significar paz e amor para as minhas meninas. Não é pedir muito, pois não? Assim o espero.

Mais um episódio bastante bem conseguido, como aliás têm sido.

quarta-feira, 23 de abril de 2014

Drifting Further Away - Último Capítulo


Nas duas semanas seguintes, a Addison tentou concentrar-se no facto de o Mark parecer ter-se tornado uma pessoa diferente da que ela conhecera durante tantos anos. O Mark devasso dera lugar a um homem atencioso e interessado, tanto nela como no bebé, mas em especial em relação ao bebé.
- Já pensaste em nomes? 
- Nomes para o quê?
- Para o bebé, Addison.
- Ah! – Ela riu-se da pergunta repentina. – Não sei. Sempre pensei que se tivesse uma menina gostava que se chamasse Ella…
- Ella é giro. Mas se for rapaz, devíamos pensar num nome forte.
- Andaste mesmo a pensar nisso, não andaste?
- Já te disse que sim. Ainda não ultrapassaste o factor surpresa?
Ela parou para pensar na resposta. Referia-se à gravidez ou à forma como ele estava a lidar com aquilo? Porque ela ainda estava a lidar com as duas.
- Não. Isto não veio na altura mais… Sejamos honestos, não aconteceu na melhor altura. 
- Lá isso. Mas olha, podia ser pior. Podia ter acontecido quando o Derek ainda cá estava. – O Mark deu uma gargalhada, mas a Addison não achou piada.

Ela tinha tentado de tudo para evitar que o Mark fosse à primeira consulta com ela na obstetra. Marcara e desmarcara duas vezes com a desculpa do trabalho dela para horas a que sabia que ele estaria a trabalhar, mas ele arranjara maneira de encaixar a consulta no horário. No entanto, já tinham passado dois dias sobre isso e ele continuava a dizer que iam ter um rapaz e não parava de fazer planos e de falar nisso e a Addison estava a ficar completamente falsa. Ela teria trocado tudo para que aquele homem entusiasmado com o bebé fosse o marido dela e não o amante, mas não era e isso nunca mudaria, por muito que o Mark quisesse.
O Derek podia tê-la ignorado durante aquele último ano, podia tê-la até tratado com desprezo, mas eles tinham sido casados durante mais de uma década e tinham sido felizes durante a maior parte do tempo. Ele era o homem da vida dela e ela tinha sido o dele. Mesmo que o Mark lhe oferecesse uma família e um compromisso, ela não podia ignorar o facto de ainda amar o Derek. Teria sido muito mais fácil se não o amasse. Teria seguido em frente com o Mark em vez de pensar no que ela e o Derek tinham feito de errado.
Quatro dias depois da consulta e depois de muitas horas a debater-se com a questão, ela decidiu que só havia uma coisa a fazer. Não disse a ninguém, muito menos ao Mark. É claro que era algo que nunca lhe poderia esconder durante muito tempo, nem era algo que pretendesse, mas tinha de o fazer sozinha para que ninguém a tentar demover. Ela sabia que era o que tinha a fazer, mas sentia-se vulnerável a cedências e aquele era o momento para ser firme. Quando contasse ao Mark nessa noite, já estaria feito.

- Tu fizeste o quê?
Ela não lhe respondeu, sabendo que ele não queria voltar a ouvi-la dizer que tinha abortado o filho dele.
- De manhã sais de casa como se estivesse tudo bem e à noite resolves dizer-me que fizeste um aborto? Eu sou o pai, ao menos devia saber que tencionavas fazê-lo.
A Addison continuava sem dizer nada e o Mark prosseguiu com o monólogo dele.
- Vives presa a um homem que não vai voltar para ti. O Derek não vai voltar, por muito que tu queiras e tu és a única pessoa que não percebe isso.
Ele quis dizer-lhe que enquanto ela só queria que o marido voltasse para ela, não conseguia ver o quanto ele gostava dela. E ele estava ali, mais que disposto a formar uma família e ela ignorava o que tinha à frente dela. Sentiu vontade de lhe dizer que tirasse as coisas dela do apartamento, mas impediu-se. No entanto, mais tarde, ela tivera o bom senso de tirar as coisas do apartamento dele e sair sem ser notada.
Não lhe ligou, não esperou que ele lhe ligasse, nem pensou resolver as coisas. 
Dois dias depois, avistou-o no hospital, a sair de uma on-call room com uma miúda que não devia ter mais que vinte e poucos anos. Provavelmente uma enfermeira nova. O Mark certificou-se que a Addison os vira, deu uma palmada no rabo da rapariga e depois dirigiu-se até à Addison.
- Se estavas à espera de uma coisa que não isto, estavas enganada.
Ela magoara-o, ele queria magoá-la também.
- Eu sei, Mark, afinal pessoas como nós nunca mudam, não é? – Respondeu-lhe e passou por ele apressadamente.
No dia seguinte fez alguns telefonemas e descobriu que o Derek estava em Seattle, a trabalhar num hospital chamado Seattle Grace Hospital e comprou um bilhete de avião para lá, decidida a recuperar o marido.

sexta-feira, 18 de abril de 2014

Review: Go It Alone


Grey's Anatomy não tem desistido dos bons episódios para meu contentamento. Assim volta a valer a pena acordar cedo para ver!
Lembram-se do caso dos três irmãos com problemas cardíacos? O estado de saúde deles está a piorar e agora estão todos na lista de transplantes. Quanto, ao bubble boy, a Dr.ª Bailey está a trabalhar numa solução, que passa por 'infectá-lo' com o vírus do HIV, não exactamente com o vírus, mas para uma leiga, estas questões não são fáceis de perceber.
O Derek foi chamado à atenção por Owen. Isto porque não tem feito cirurgias nem trabalhado com os internos devido ao projecto em que está envolvido e que lhe ocupa a maior parte do tempo. Então lembrou-se de uma sessão tardia com os internos e de uma cirurgia pela noite fora. Eu cá estou com o Ben, trabalhar a essas horas não está com nada. Uma almofada e um copo de leite morno também me pareceriam bem se estivesse no lugar dele :P Não percebo o entusiasmo dos outros. Sim, é bom que eles queiram aprender, mas há horas melhores, digo eu! :D E a Meredith que o diga, já que ela pediu ao Derek que fosse buscar os miúdos ao infantário, ele disse que sim, mas não foi e depois a Mer andava para ali sem saber onde raio andavam os filhos.
E com quem estavam Bailey e Zola? Com as minhas meninas, Callie e Arizona. Not cool da parte do McDreamy ter estragado a date night delas. I wanted them to have a date, a hot one! Mas elas ficam tão lindas com um bebé ao colo *.* Por falar nisso, e pegando naquilo que decidiram no episódio anterior de irem ter outro bebé, agora decidiram qual delas vai engravidar. Inicialmente iam escolher por lançamento de moeda ao ar (aposto que foi ideia da Arizona, depois da história do Pedra-Tesoura-Papel com o Mark na oitava temporada), mas depois repensaram melhor. Ainda bem, por amor daquilo que é mais sagrado, é mesmo parvo tomar uma decisão dessas assim :P Para minha grande felicidade, será a Callie a ter o bebé. Isto deixa-me mesmo entusiasmada, porque vimos muito pouco da primeira gravidez, uma vez que ela basicamente só fez metade da gestação. Vai ser adorável e delicioso vê-la grávida.
Continuando com a Callie e a Arizona, têm uma companheira de casa nova, April! Sim. O pretty boy e a ex-virgem tiveram um grande desentendimento por causa de crenças religiosas e afins e April resolveu procurar 'abrigo' na casa da melhor amiga. Sim, é totalmente oficial que April e Arizona são melhores amigas. A April pode ficar, desde que não atrapalhe.
Breve menção para o facto de Alex estar a pensar seriamente aceitar o trabalho na clínica privada. Acho que desta vez ele irá mesmo.
Agora, aquilo por que todos esperávamos: a entrega do Harper Avery. Catherine Avery anunciou o vencedor e o feliz contemplado.... não foi Cristina Yang. Passei todo o episódio a achar que ela venceria, mas segundos antes da atribuição, fiquei com medo de que ela não ganhasse. Não ganhou. Estou muito curiosa em saber como Yang irá lidar com esta não vitória. Isto porque uma nomeação já é uma vitória. Go, Cristina.

terça-feira, 15 de abril de 2014

Drifting Further Away - Capítulo 16


- Tens tudo?
O Mark estava a segurar a porta do apartamento da Addison e do Derek, enquanto ela recolhia as últimas coisas. 
- Sim, acho que não me falta nada. – Entregou uma mala ao Mark.
Nunca lhe passara pela cabeça que o Mark alguma vez lhe propusesse ir morar com ele. Ela tencionava sair do apartamento porque estar no sítio onde o casamento dela terminara custava-lhe mais do que seria capaz de admitir ou explicar, mas pensara ir para um hotel até arranjar um novo sítio. Não estava à espera de se mudar com outro homem tão rapidamente, mas quando o Mark fez a sugestão parecera-lhe a coisa certa.
Foram a casa dele deixar as coisas e depois seguiram juntos para o hospital. A Addison tinha uma cirurgia e o Mark estava na rotação das urgências.
A Addison desconhecia esse facto, mas o Mark estava perfeitamente consciente de que as pessoas começavam a comentar o que tinha acontecido ‘ao casamento perfeito dos Shepherd’. Aliás, uma das enfermeiras com quem ele dormira tinha-lhe perguntado directamente se ele tinha um caso com a Addison. Ele mandara-a meter-se na vida dela. Nessa altura o Derek ainda não os tinha descoberto e não queria ser ele o motivo para serem apanhados. No entanto, agora não tinha que esconder nada.
Entraram juntos no hospital, de mãos dadas, e a Addison imaginou os comentários que os outros fariam quando eles virassem costas, mas fingiu não se importar. Fingiu-o até terminar no hospital e seguir para o consultório, aonde o Mark a foi buscar ao final do dia.

- Ei, tu estás bem? 
A Addison estava a olhar para o pequeno-almoço há uns minutos, sem lhe tocar, e o Mark reparara.
- Acho que estou a ficar doente… – Levantou-se apressada e correu para a casa de banho. 
Mesmo na cozinha, o Mark ouviu-a a vomitar. 
– Talvez devesses ficar em casa hoje… - Sugeriu, quando ela regressou. – Estás pálida!
- Sim, talvez seja boa ideia. Mas tu devias ir, já estás a ficar atrasado…
- E vou. Mais logo ligo-te para ver se estás melhor.

Quando a Addison se voltou a sentir enjoada na manhã seguinte e na outra, não teve dúvidas de que estava grávida. Ao quarto dia comprou um teste de gravidez e o resultado atingiu-a como ela nunca teria imaginado. Ter um filho era o que ela queria, mas sempre o quisera com o Derek. Não com o Mark. O Mark era apenas… o Mark. Ele nunca gostara de compromissos, nunca iria querer um filho e fugiria no segundo em que ela dissesse. 
Durante uma semana, certificou-se que ele não descobria nada e depois ganhou coragem para lhe contar. Tinham acabado de jantar, estavam simplesmente sentados no sofá a ver televisão.
- Mark… - Tocou-lhe no braço para despertar a atenção dele. – Lembras-te de há uns dias ter estado doente?
- Sim… - Ele pareceu desconfiado. – Está tudo bem? – Ficou preocupado por instantes.
- Sim, mas… Sinto-me estúpida por te estar a contar isto, mas estou grávida. – Disse embaraçada. Ficou à espera de o ver levantar-se do sofá a correr, mas ele continuou sentado, a olhar para ela, sem dizer nada durante uns instantes.
- Estás a falar a sério?
- Claro que estou. 
- Então porque é que não estás contente? – Lançou-lhe um sorriso rasgado.
- Eu pergunto-me porque é que tu estás contente. – O Mark ia preparar-se para protestar, mas ela impediu-o. – Quer dizer, nunca imaginei que pudesses ficar contente com uma notícia destas…
- Nunca tinha pensado nisso, mas podemos criar o bebé e ser uma família. Porque não? – Encolheu os ombros, com naturalidade, como se tivesse sido algo que esperara toda a vida e que finalmente estava a acontecer.
- Não sei, Mark, eu não estava à espera de nada disto. Era a última coisa que eu pensava que me fosse acontecer, principalmente nesta altura.
- Não foi nada que tivéssemos planeado, mas a nossa vida nos últimos meses foi tudo menos planeada e tu sempre quiseste ser mãe. Podemos ser uma família a sério.
Aquilo era mais difícil do que ela pensara. Esperava que o Mark a pusesse a andar ou pelo menos que lhe dissesse que não iam fazer aquilo juntos e não que ele ficasse realmente entusiasmado com a ideia. Ela estava longe de estar delirante com aquele facto, mas talvez o facto de o Mark estar disposto a assumir aquele compromisso com ela significasse que queria realmente um compromisso. Talvez aquilo pudesse ser uma oportunidade de criarem uma família, talvez ele tivesse razão e ela fosse parva por estar de pé atrás.
- Se calhar podemos… - Atirou. – Podemos tentar.
O Mark pôs a mão na barriga dela. – De quantas semanas estás?

sexta-feira, 11 de abril de 2014

Review: I'm Winning


A Cristina foi nomeada para um Harper Avery e todo o hospital fez um reboliço à volta disso. Colegas, internos que nunca tínhamos visto em lado nenhum, toda a gente estava mais extasiada que Cristina. E eu gostei desta reacção de Cristina. Ela sempre foi gabarolas, mas isto é uma coisa a sério e ela está a encará-la como tal. Numa coisa estão todos em sintonia: achar que ela sera a vencedora. Também acredito que sim e que a saída de Cristina/Sandra Oh da série poderá ter uma relação com isso.
Os internos andavam todos entusiasmados porque todos eles ajudaram os seus assistentes em algo 'grandioso', todos se sentem orgulhosos disso porque pensam que poderão tirar daí algum crédito. I don't think so, guys :P
O Alex decidiu ligar ao médico do episódio anterior para lhe dizer que está interessada na proposta de ir trabalhar com ele para a tal clínica privada.
O Jackson e a April até têm uma dinâmica engraçada como casal e eu não tenho nenhum fraquinho por eles. No entanto, gostei de ver as pequenas cedências que cada um fez pelo outro.
A Callie e o Derek continuam a trabalhar no projecto deles, que basicamente está relacionado com as emoções através do estudo da reacção (positiva ou negativa) que o cérebro faz das mais variadas coisas. Primeiro vimo-los a testar com Jo e descobrimos que ela não gosta de gatinhos nem de praia. De praia até percebo, mas aquele gatinho era mesmo fofinho :D
Depois, foi a Callie o 'alvo' do estudo. Descobrimos então, no meio de um ou outro momento que me deixou preocupada, que a Callie quer ter outro bebé. E coincidência das coincidências, a Arizona também quer outro. E eu quero muito que elas voltem a ser o casal feliz que eram, mas pergunto-me se não será demasiado cedo para isto. Na minha opinião é. Ainda há pouco estavam a lidar com a traição da Arizona, depois com a separação momentânea das duas, depois com a insegurança da Arizona em não saber se a relação teria futuro... Acho que é uma bagagem muito recente e pesada para darem um passo deste tamanho tão cedo.
Para terminar: a sério, Arizona? Realmente estou com a Callie, indignada por achares que ela te tivesse traído. Que croma! A Callie a dizer que acha que a Arizona a vai querer matar antes de lhe dizer que quer ter outro bebé e a primeira reacção da Arizona é achar que a Callie traiu. Isto até sustenta a minha opinião de que é cedo para outro bebé. Primeiro têm que trabalhar na relação enquanto casal e depois sim, pensam em aumentar a família.
Foi um episódio bastante bom, fiquei bastante surpreendida com um episódio destes nesta altura da temporada, quase a chegar à recta final.

terça-feira, 8 de abril de 2014

Drifting Further Away - Capítulo 15


Durante quase duas semanas, a Addison e o Derek não souberam nada um do outro. Ele levara as coisas dele, mas aproveitara para o fazer enquanto a mulher estava a trabalhar. Não a queria ver, não tinha nada a dizer-lhe nem ia ouvir o que quer que fosse que ela pudesse ter a dizer-lhe. Tratara de tudo para deixar Nova Iorque e estava pronto para ir para Seattle. Como neurocirurgião de renome mundial, conseguiria arranjar trabalho em qualquer lado e Seattle era longe o suficiente da Addison, do casamento falhado, do Mark, de tudo o que conhecia e do qual queria distância.
No dia anterior à partida, entrou sem se fazer anunciar no consultório da Addison para lhe dizer que se ia embora. Ela ficou chocada por vê-lo ali e pela novidade.
- Para onde vais? – Foi a única coisa que foi capaz de perguntar.
- Não vim aqui para te dizer para onde vou, mas que a minha ida significa que o nosso casamento acabou.
- Sim, acho que já tinhas deixado isso claro. – Disse com ressentimento.
- Não ajas como se eu fosse o mau da fita aqui. – Ele estava já com a mão na porta para sair.
- Não, mas és quem desistiu.

Três dias após a saída do Derek de Nova Iorque, a Addison regressara ao trabalho e estava pronta para voltar a falar com o Mark.
Depois de o Derek os ter apanhado, ele esperara dois dias para tentar falar com a Addison. Ela não lhe atendeu a chamada dessa vez nem na outra em que tentou entrar em contacto com ela. Percebendo a mensagem de que não estava interessada em falar, esperou que fosse ela a restabelecer contacto.
- Olá, Mark. Eu sei que não atendi as tuas chamadas, mas… acho que estava a… não sei, organizar as coisas na minha cabeça e precisava de tempo para pensar. – Ela estava a falar com o atendedor de chamadas e sentiu-se grata por isso. Não sabia que reacção esperar da parte dele. – Provavelmente já sabes que o Derek foi embora, mas não é por isso que estou a ligar, por ele ter ido. Bem, estou a alongar-me no atendedor e estava a pensar passar em tua casa para… conversarmos…

Quando ouviu bater à porta, ele soube exactamente quem era, mas ficou surpreendido ao ver uma Addison de cabelo loiro e mais curto do que da última vez que a vira.
- Posso entrar?
Ele abriu mais a porta para ela passar e continuou a olhar para o novo penteado.
- Agora és loira?
- Parece que sim. – Instalou-se no sofá, sem esperar por convite. – Fica assim tão mal? Até gosto.
- Fica estranho.
A Addison ficou contente por perceber que ele não estava chateado. – Já sabias que o Derek tinha ido embora?
- Sim, as enfermeiras espalharam a notícia pelo hospital. Foi por isso que pintaste o cabelo? – Decidiu brincar. Era o tipo de coisa que ele imaginava as mulheres a fazer: pintar o cabelo, mudar de penteado ou fazer um implante mamário quando os maridos as deixavam. Ele ganhara muito dinheiro por causa de implantes desses.
- Precisava de uma mudança, acho… Olhar ao espelho e não ver uma cabra adúltera… - Estava a começar a chorar.
- Ele deixou-te, portanto agora acho que és só solteira e podes dormir com quem quiseres.
- Obrigada, Mark. – Deu-lhe uma palmadinha nas costas, levando o comentário dele na brincadeira.
- Não, eu estou a falar a sério. Agora já não tens de te sentir culpada.
- Tu não sentias?
- Eu posso ser um idiota, mas ele era o meu melhor amigo e dormi com a mulher dele. – Confirmou.
A Addison assentiu, percebendo perfeitamente o que ele queria dizer. - Quero que ele volte de onde quer que esteja e nos dê uma hipótese, mas não consigo parar de pensar no quanto odiei o meu casamento nos últimos tempos e o quanto não posso voltar a isso.
- É simples, não voltes. Mesmo que ele volte e queira resolver as coisas, não voltes.

- Tenho a certeza que não vai voltar. – A Addison encostou a cabeça ao braço do Mark e ele abraçou-a.